STJ nega pedido de Valmir para tentar barrar avanço de investigação sobre suposto esquema milionário de corrupção
A tentativa da defesa de Valmir de Francisquinho de suspender o andamento da investigação que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva sofreu mais um revés na Justiça. O ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido liminar apresentado pela defesa após a retirada do sigilo do processo criminal que tramita no Tribunal de Justiça de Sergipe.
Os advogados pediam o retorno do sigilo processual e a ampliação do prazo para apresentação da defesa, alegando a existência de informações bancárias e pessoais nos autos, além da necessidade de aguardar novos extratos solicitados ao Banco Central. A investigação aponta suspeitas de movimentações financeiras milionárias e uso de terceiros como possíveis “laranjas”.
Na decisão, o ministro afirmou que o pedido exigiria uma análise aprofundada do mérito do habeas corpus e que não havia elementos suficientes para concessão da medida urgente. “À vista do exposto, indefiro a liminar”, escreveu Rogério Schietti ao manter o andamento normal do processo.
A decisão representa mais um desgaste para o grupo de Valmir, que já enfrenta forte pressão nos bastidores diante da sequência de polêmicas jurídicas e denúncias que têm atingido diretamente sua imagem nos últimos meses.
