Perseguição política? Agente cultural e acusa Valmir de Francisquinho de interferência na Bienal do Livro de Itabaiana
Em mais um episódio que expõe o autoritarismo e o clima de perseguição política na gestão de Valmir de Francisquinho (PL), a assistente social e mestra da cultura popular Gicelma de Jesus Santos, coordenadora do grupo Chegança Santa Cruz, denunciou ter sido alvo de retaliação por motivos políticos.
Em entrevista, Gicelma afirmou que seu grupo foi impedido de participar da Bienal do Livro de Itabaiana após apresentar um projeto cultural aprovado pela comissão responsável. “Eles não podem, por conta de política, prejudicar um grupo por birrinha deles”, desabafou.
Segundo a agente cultural, o grupo apresentou toda a documentação exigida, teve a proposta aceita e confirmou presença no evento. No entanto, dias antes da abertura, recebeu uma ligação informando que sua exposição havia sido retirada, sob a justificativa de “falta de espaço”. “Tem espaço para exposição de carros antigos e estandes de secretarias, mas tiraram o trabalho do grupo mais antigo da cidade”, afirmou, classificando o ato como retaliação pessoal.
Gicelma acredita que o episódio tem ligação direta com sua saída do CRAS e sua postura crítica à gestão municipal. “Eu conheço muito bem o posicionamento de Valmir. Tudo tem que passar por ele. Tudo tem o dedo dele”, disparou.
